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Plano de vacinação está muito atrasado, avalia epidemiologista

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Plano de vacinação está muito atrasado, avalia epidemiologista

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“Houve perda de tempo com a polarização política e ideológica”, diz Eliseu Alves Waldman Mesmo reformulado e prevendo agora o uso da vacina Coronavac, o Plano Nacional de Vacinação Contra a Covid-19, reapresentado nesta quarta-feira, está muito atrasado, avalia Eliseu Alves Waldman, professor do Departamento de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).
Para o epidemiologista, que participou de um dos grupos de cientistas que enviaram sugestões ao Ministério da Saúde, a lentidão do governo federal em tomar decisões estratégicas implicará preço alto no atendimento à população do país.
“Desde meados do ano, países de média renda já vinham se mobilizando ou até já buscando acordos com as empresas produtoras de vacinas que estavam sendo desenvolvidas. Já no Brasil, houve perda de tempo com a polarização política e ideológica em torno da vacina, o que gerou um grande atraso, praticamente irrecuperável, no processo de elaboração de um plano de imunização”, afirma.
Jair Bolsonaro participa do lançamento do Plano Nacional de Vacinação Contra a Covid-19
Isac Nóbrega/Presidência da República
Nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde anunciou uma nova versão do plano enviado no sábado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O texto traz uma previsão mais explícita da utilização da vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac e a inclui novos grupos prioritários, como comunidades tradicionais ribeirinhas, quilombolas, trabalhadores do transporte coletivo, pessoas em situação de rua e população privada de liberdade.
Além dessas modificações, o documento atualizado excluiu a lista com nomes de pesquisadores citados como colaboradores no texto original. No mesmo dia em que o plano foi encaminhado ao STF, o grupo divulgou nota dizendo que não foi consultado.
Para Waldman, esse fato quebra tradição histórica de décadas do Plano Nacional de Imunizações (PNI). “A decisão final é sempre política e do ministro, claro, mas a comunidade científica já teve participação relevante”, argumenta.
“Desta vez, houve apenas sugestões, sem uma contribuição decisória de fato no desenho do plano final. Não houve grande abertura”, observa o professor, que fez parte de grupo que discutiu o acesso da vacina por vulneráveis por indicação da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).
“O primeiro grande erro na esfera federal foi negar a magnitude do problema. Depois, apostou todas as fichas na vacina de Oxford, que teve problemas na avaliação dos resultados de fase três. Portanto, deve levar mais uns três meses para que isso seja corrigido”, analisa o epidemiologista.
“Então na prática, teremos no máximo duas vacinas para serem usadas inicialmente em campanha de vacinação em massa, com a Coronavac sendo a opção mais adiantada”, conclui ele.
Para o cientista, o país ficou numa situação difícil e deve torcer para que a Coronavac tenha uma boa conclusão. “É provável, se tudo der certo com avaliação de fase três do Butantan, que só tenhamos essa vacina para começar. E veja, somente para os mais vulneráveis, precisamos de algo próximo de 100 milhões de doses para andar com o cronograma.”

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