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Copa América: o que dizem governadores e prefeitos das 4 cidades-sede do torneio

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Copa América: o que dizem governadores e prefeitos das 4 cidades-sede do torneio


Brasília, Goiânia e Rio aprovam a realização do evento sem a presença de público nos estádios, já o prefeito de Cuiabá (MT) diz que “momento não é adequado” para receber a competição.
Maracanã antes da partida entre Palmeiras e Santos, na final da Libertadores, em janeiro de 2021.
Twitter/Conmebol
O Brasil sediará a Copa América de futebol masculino em quatro cidades-sedes: Brasília, Cuiabá, Goiânia e Rio de Janeiro. Acionados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pelo presidente Jair Bolsonaro, os estados aprovaram o recebimento da disputa. No entanto, nem todos os prefeitos concordam com a realização.
Especialistas ouvidos pelo G1 avaliaram que há riscos de o país receber o torneio internacional por conta do aumento de viagens dentro do país, o que pode gerar a importação de novas variantes e o aumento da taxa de contágio.
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A principal discordância entre os governantes locais está no Mato Grosso. Por um lado, o governador Mauro Mendes (DEM) defende as medidas de “biossegurança” e que o estado não gaste recursos públicos para receber a competição de seleções. Por outro lado, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), é contrário.
“Vivemos uma pandemia e o momento não é adequado em respeito aos milhares de óbitos e casos confirmados. Todos os gestores e classe política devem focar sua energia na aquisição de vacinas, vacinação total e tratamento das pessoas infectadas”, critica o emedebista.
Em Goiás e no Rio de Janeiro, tanto os governos estaduais quanto prefeituras avaliam como possível a realização do evento esportivo. A única questão é sobre a ausência de público nas arenas.
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Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) diz que houve a disputa de campeonatos estaduais para defender o torneio. “Qual a diferença se protocolos até mais rígidos de segurança serão tomados?”, questiona Caiado. Já o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), citou competições nacionais do futebol para se posicionar favoravelmente à receber a Copa América.
Já Castro, governador do RJ, cita que há disputas internacionais de futebol em andamento, como as copas Libertadores e Sul-Americana, para defender a Copa América. O prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), publicou em suas redes sociais o texto de um decreto que proíbe a presença de público em eventos esportivos na capital. O Maracanã é cotado para ser o palco da final do torneio.
Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) anunciou a capital Brasília como sede e disse que, “a princípio”, os jogos serão realizados sem a presença de público.
Sede emergencial
O campeonato internacional de seleções seria realizado na Colômbia e Argentina, mas as duas sedes simultâneas desistiram de recebê-lo por insegurança política e recrudescimento das restrições contra a Covid, nesta ordem.
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Na segunda-feira (31), a Conmebol, entidade responsável pelo futebol sul-americano e pela Copa América, anunciou o Brasil como sede. O presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), disse no mesmo dia que o evento “já está acertado”, mas o governo federal confirmou a informação apenas nesta terça (1).
“O protocolo é o mesmo da Libertadores, é o mesmo da Sul-Americana e também da Libertadores”, disse Bolsonaro a apoiadores, que disse ter escolhido as sedes “em comum acordo” com os governadores.
Para o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), a realização do evento no país representa menor risco do que se fosse realizado na Argentina. “Vamos dizer o seguinte, que é menos… Não é que seja mais seguro, é menos risco. Não é mais. É menos. O risco continua”, disse Mourão a jornalistas na saída do Palácio do Planalto.

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