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Estudo da Unicamp aponta maior risco de infecção e morte por Covid no Norte e Nordeste do país

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Estudo da Unicamp aponta maior risco de infecção e morte por Covid no Norte e Nordeste do país


Segunda onda em Manaus era ‘tragédia anunciada’, diz autor. Pesquisa revela ainda que mulheres têm maior probabilidade de contrair o vírus, mas homens morrem mais pela doença. Enterro de vítima da Covid-19 em Manaus (AM)
Reuters/Bruno Kelly
Um estudo realizado pela Universidade de Campinas (Unicamp) identificou um risco maior de mortalidade pela Covid-19 entre pessoas com mais de 60 anos no Norte e litoral do Nordeste do país, regiões onde, paralelamente, há maior risco de infecção entre os mais jovens. A pesquisa foi realizada com base em dados divulgados pelo Ministério da Saúde até julho de 2020.
“Era de se esperar que o risco fosse mais alto no Sul e no Sudeste, por ter uma população mais idosa, porém a gente notou que o Norte e o Nordeste, em alguns pontos, tinham áreas com altíssimo risco de mortalidade, mesmo sendo áreas com populações mais jovens”, afirma o professor e pesquisador Everton Emanuel Campos de Lima, principal autor do estudo.
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A pesquisa destaca ainda que, mesmo antes da pandemia, as regiões Norte e Nordeste apresentavam riscos gerais de mortalidade maiores quando em comparação com o restante do país, bem como uma infraestrutura precária de saúde. Além disso, há um alto registro de histórico de mortalidade por doenças cardiovasculares, o que pode aumentar as possibilidades de agravamento da doença.
“Se você pega os níveis de infecções entre jovens, por exemplo, em julho o risco já era relativamente alto, o que implica dizer que o que aconteceu mais recentemente, com a explosão no número de mortes e a famosa segunda onda que aconteceu em Manaus, já era uma tragédia anunciada”, ressalta.
Everton Emanuel Campos de Lima, principal autor do estudo, é professor e pesquisador da Unicamp
Reprodução/EPTV
Recortes
Em relação aos riscos de infecção, os pesquisadores identificaram um predomínio de casos positivos da doença entre os mais jovens, na faixa etária entre 20 e 39 anos, nas regiões Norte e Nordeste do país. Isso, aliado às dificuldades socioeconômicas, poderia explicar a alta taxa de mortalidade na região.
“Está faltando alguma política, talvez, que organize melhor essa questão de isolamento e contato social. […] Isso [altas taxas de mortalidade e transmissão] possivelmente é um indicador de que a política local, os gestores locais, que deveriam tomar as devidas providências, não estão tomando”, analisa o docente.
Além de recortes em relação à faixa etária, os pesquisadores também analisaram os diferenciais entre os sexos. Segundo o estudo, o risco de infecção pela Covid-19 é mais alto entre as mulheres, enquanto a mortalidade é maior entre os homens.
“Muitas mulheres fazem trabalho informal e acabam saindo de casa, sendo forçadas a isso […] Também tem essa questão de parte do corpo dos serviços de saúde ser composto por mulheres, principalmente essa parte de enfermagem”, explica.
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Riscos de mortalidade
O estudo especula que o risco de mortalidade seja menor entre mulheres porque elas dão mais atenção às questões relacionadas à saúde. “É uma discussão que pode ser atrelada à questão do próprio diferencial, já que os homens buscam menos o médico e só vão em última instância”, diz Everton.
Em Campinas, onde 1.786 óbitos em decorrência da doença haviam sido contabilizados até a última quarta-feira (17), os números divulgados pela secretaria municipal de Saúde revelam que mais da metade (ou 57,03%) dos mortos pela Covid-19 na cidade são homens.
“É um fato que ocorre em praticamente quase todo o Brasil. Na verdade, Campinas não chega a ser uma exceção nesse caso”, finaliza o pesquisador.
Vista aérea do campus da Unicamp, em Campinas
Antoninho Perri/Ascom/Unicamp
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