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Fed pode ter que subir juros já em 2022, diz economista da Kairós

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Fed pode ter que subir juros já em 2022, diz economista da Kairós

A sinalização de que o Federal Reserve (Fed) irá começar a taxa de juros americana em 2023, um ano antes do previsto inicialmente, chegou a provocar uma onda de aversão ao risco. Porém, Marco Maciel, economista da Kairós, acredita que os juros podem começar a subir ainda antes, em 2022. 

“O Fed vai encontrar uma inflação mais alta do que gostaria e aí vai ter que começar a discutir alta de juros não em 2023, mas em 2022. Pelas minhas projeções, a curva de juros deve pedir para que se comece a subir o juro no segundo semestre do ano que vem”, diz Maciel em entrevista exclusiva à Exame Invest. 

Referência para a política monetária americana, o núcleo do índice de preço de despesas para consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) bateu a maior alta desde 1991, acumulando 3,4% nos 12 meses findos em maio. 

Para o Fed, o número irá esfriar para 3% até o fim do ano e encerrar 2022 em 2,1%. Maciel discorda. Segundo o economista, o PCE deve terminar 2021 entre 3,3% e 3,5% e, 2022, entre 2,5% e 2,7%. “Na nossa visão, a inflação americana tende a ficar mais alta.”

Dada a situação, diz Maciel, o Fed vai começar o “tapering” (redução de estímulo via menor compra de ativos) ainda neste ano, em setembro. “Eu gostaria que fosse antes, mas querem deixar o anúncio para o discurso do Jerome Powell [presidente do Fed], no Simpósio de Jackson Hole, no fim de agosto.”

Selic a 7,25%

Maciel também espera que o aperto monetário no Brasil supere as estimativas do mercado. Enquanto as estimativas do último boletim Focus apontam para uma taxa Selic de 6,5% no fim deste ano, o economista já trabalha com o juro a 7,25%. 

Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, prevista para a primeira semana de agosto, Maciel espera uma alta de 1 ponto percentual para 5,25%. “O principal ponto para trazer a inflação para a meta é agir o mais rápido possível neste ano.”

A inflação, de acordo com Maciel, deve ser pressionada principalmente pelos bens industriais, serviços e gastos domiciliares. “A mesma falta de chuva que deixa a conta de energia mais cara impacta a inflação do alimento. Isso acompanhado da maior mobilidade social acaba afetando as expectativas de inflação. Então, o BC tem que acalmar essa situação para poder falar que a inflação vai estar sob controle no ano que vem.”

Reforma “desastrosa”

O segundo texto da reforma tributária entregue pelo Ministério da Economia ao Congresso teve impacto negativo sobre os ativos brasileiros na última semana. No centro das críticas do mercado estão a taxação de 20% sobre dividendos e o aumento da carga tributária. 

Para Marco Maciel, economista da gestora Kairós, a proposta do governo foi “desastrosa”. “A segunda etapa da reforma tributária não teve nada de neutra. E por não ser neutra ataca o crescimento potencial do Brasil. Foi um desapontamento grande”, afirma.

Segundo o economista, a receita originada com a tributação sobre dividendos deve exceder as perdas com a arrecadação com imposto de renda. “Como efeito prático, quem tinha projeção de Ibovespa em 135.000 ou 140.000 para o fim do ano está revisando para baixo.”