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Varejista de celulares seminovos Trocafone pede registro para IPO

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Varejista de celulares seminovos Trocafone pede registro para IPO

A empresa de compra e revenda de celulares seminovos Trocafone pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO), reforçando a lista de companhias da chamada economia circular que estão buscando recursos no mercado para financiar planos de expansão.

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Fundada em 2014, a Trocafone afirma já ter vendido desde então 1,4 milhão de aparelhos eletrônicos seminovos. Criada por Guillermo Freire e por Guillermo Arslanian, a Trocafone recebeu rodadas de investimentos nos últimos anos, passando a ter entre os sócios o SoftBank.

Os recursos captados foram empregados na expansão de pontos físicos de negócios (hoje são 19) e para comprar a unidade no Brasil da americana Brightstar, então a única rival direta no país, em janeiro do ano passado.

Segundo o prospecto preliminar da oferta, a companhia teve receita líquida de 50,17 milhões de reais no primeiro trimestre, aumento de 16,3% sobre um ano antes. A margem Ebitda melhorou em 2,6 pontos percentuais, mas seguiu negativa em 3,9%.

Além de quiosques em shopping centers de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, a companhia revende seus produtos em sites incluindo os operados por B2W, Mercado Livre e Amazon.

Citando estudos do setor, a companhia afirma que o mercado de smartphones seminovos no Brasil movimentou 2,2 bilhões de reais em 2020 e deve chegar a 5 bilhões de reais em 2024.

Segundo a empresa de pesquisa de mercado IDC, citada pela Trocafone no prospecto, em 2020 foram vendidos 3,1 milhões de celulares seminovos no país, ou 7,2% das vendas totais, enquanto no mundo essa fatia foi de 18% do total.

A companhia afirma no documento que pretende usar os recursos da venda de ações novas para atividades de fusões e aquisições, investir em marketing, reforçar o capital de giro, e investir no crescimento do negócio, inclusive com expansão para a América Latina.

A operação, a ser liderada por Itaú BBA, BTG Pactual, Goldman Sachs e UBS-BB, servirá também para que atuais sócios cujos nomes não foram revelados também vendam uma fatia no negócio.

Em novembro passado, o brechó online Enjoei estreou na bolsa paulista com um IPO de 1,1 bilhão de reais.

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