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Voo suborbital: entenda o tipo de viagens espaciais empreendidas pelos bilionários Bezos e Branson

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Voo suborbital: entenda o tipo de viagens espaciais empreendidas pelos bilionários Bezos e Branson


Jeff Bezos irá ao espaço nesta terça-feira (20) a bordo de uma cápsula e foguete. O voo promete ser o primeiro suborbital sem piloto e tripulado. Uma semana antes, Richard Branson se tornou o primeiro civil a viajar para o espaço. Pouco mais de uma semana após o bilionário Richard Branson se tornar o primeiro civil a viajar ao espaço em um voo suborbital, nesta terça-feira (20) será a vez de Jeff Bezos, fundador da Amazon, se aventurar em um voo também do tipo suborbital a bordo de uma cápsula desenvolvida pela sua empresa de astroturismo Blue Origin.
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Mas o que significa o termo suborbital? O astrofísico Cassio Barbosa explica que a diferença entre suborbital e orbital está, de maneira resumida, na trajetória empreendida por uma espaçonave, embora ambos sejam considerados voos espaciais (veja mais abaixo).
“Enquanto no voo orbital a nave consegue circular a Terra, ou seja, partir e retornar à atmosfera a partir de um mesmo ponto, o voo suborbital não tem velocidade para completar essa trajetória, então a nave sobe até um ponto máximo e depois cai em queda livre de volta à Terra”, explica Barbosa.
No voo suborbital, a trajetória realizada é uma curva. É algo parecido com o que acontece em um jogo de basquete, por exemplo, em que o jogador arremessa a bola em direção à cesta em um ângulo igual ou próximo a 45º, fazendo com que a bola consiga passar pelo aro, mas sem uma velocidade horizontal para ultrapassá-lo.
“Por isso, quando chegou a uma altitude de mais de 80 km, a nave da Galactic Virgin desligou os motores e teve alguns minutos de queda livre, voltando para a Terra graças à força da gravidade”, explica o astrofísico.
Já no voo orbital, a velocidade de lançamento é tão elevada que a nave consegue realizar uma trajetória circular em volta da Terra. E uma vez no espaço, em vez de cair de volta ao solo, como no voo suborbital, a nave “cai” continuamente ao redor da Terra.
Essa queda contínua é o que significa estar em órbita – e é como os satélites e a Lua ficam acima do nosso planeta.
“O voo orbital é semelhante ao disparo de um míssil. É o que chamamos de lançamento balístico. Após o lançamento, a nave, que na verdade é uma capsula, atinge o espaço rapidamente e se mantém em movimento”, compara Barbosa.
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Jeff Bezos deve decolar às 10h (horário de Brasília) de terça-feira (20). O lançamento começará às 8h30 e será transmitido ao vivo pelo site da Blue Origin.
Cápsula sem piloto
Uma diferença entre os voos de Branson e Bezos é o meio de transporte utilizado. Enquanto Branson voou a bordo do WhiteKnightTwo, um avião não convencional, que foi batizado de VSS Unity e desenvolvido pela Virgin Galactic, Bezos chegará ao espaço a bordo de uma cápsula impulsionada por um foguete, a New Shepard, desenvolvida pela Blue Origin.
Jeff Bezos, fundador da Blue Origin, dentro de cápsula da Blue Origin
Reuters
A New Shepard tem 18,3 metros de altura e é completamente autônoma – ela não pode ser pilotada do lado de dentro. Por isso, o voo da Blue Origin será o primeiro voo suborbital a ser realizado sem piloto e com uma tripulação composta apenas por civis.
Além disso, a cápsula e o foguete levando Bezos e mais três tripulantes serão lançados a partir de uma base no meio de um deserto no Texas, enquanto que a VSS Unity foi lançada de uma pista de um astroaeroporto construído pela própria Virgin Galactic.
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Espacial ou estratosférico?
O voo suborbital feito por Branson alcançou uma velocidade de 3.700 km/h, o suficiente para chegar a uma altitude de cerca de 89 km. É a esta altura, literalmente, que começa a polêmica.
“Bezos afirma que somente o voo empreendido pela Blue Origin é espacial, já que o feito pela Virgin Galactic seria apenas estratosférico. Na verdade, ele se refere ao que as empresas espaciais da Europa consideram como espaço. Lá, a fronteira espacial é definida como uma altitude superior a 100 km”, explica Barbosa.
Contudo, o astrofísico lembra que a agência espacial americana, a Nasa, e o Exército dos EUA consideram que a barreira espacial é alcançada acima de 80 km.
“É mais uma jogada de marketing, mas ambos os voos são considerados espaciais, segundo a classificação da Nasa”, diz o astrofísico.
Para evitar a polêmica, a Blue Origin afirma que o voo a ser realizado nesta terça ultrapassará a linha dos 100 km de altitude.
Sensação de gravidade zero
Foto mostra momento em que Richard Branson flutua na gravidade zero dentro do foguete
Virgin Galactic/Handout via Reuters
Apesar das diferenças, em ambos os voos, a sensação de gravidade zero experimentada pelos tripulantes — em um dos momentos do voo da Virgin Galactic é possível ver os tripulantes flutuando pela nave — é apenas ilusória.
“A sensação de ausência de peso nestes voos vem dos minutos em que as naves passam por uma queda livre. Não há ausência de gravidade. É o mesmo frio na barriga que se sente em uma descida de montanha-russa”, exemplifica Barbosa.

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