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A três meses da COP26, 45% do PIB do Brasil se compromete a zerar emissões

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A três meses da COP26, 45% do PIB do Brasil se compromete a zerar emissões

Inundações na Europa e na China, glaciares em rápido processo de derretimento, queimadas que duram o ano inteiro. Esses são exemplos de como o planeta já sente os efeitos das mudanças climáticas, afirmou nesta quarta-feira, 4, o presidente da COP26, Alok Sharma.

“Todos os dias abrimos o jornal e lemos sobre as temperaturas subindo”, disse o britânico que está à frente da próxima conferência do clima da ONU, que acontece em novembro, na cidade de Glasgow, na Escócia. Sharma está no Brasil para uma série de encontros com empresas, ONGs e o governo – inclusive com o presidente Jair Bolsonaro, que inicialmente não havia confirmado a reunião, mas acabou aceitando se encontrar com ele no final da tarde de quarta.

Assista ao evento “Fechando o Ciclo de Ambição com a Corrida ao Zero no Brasil”, com o Presidente Designado da COP26, Alok Sharma

Talvez a quantidade de empresas engajadas na causa ambiental, especialmente na redução das emissões de carbono, tenha servido de incentivo para Bolsonaro dedicar mais tempo ao assunto. Sharma se reuniu com uma série de companhias, entre elas as gigantes do setor de alimentos e bebidas Ambev, BRF e JBS; a Klabin, de papel e celulose; a indústria de moda Malwee; o Banco do Brasil; a fabricante de cosméticos Natura; as empresas de transportes Movida e Azul; entre outras.

Durante cerimônia realizada em Brasileira, que marcou a adesão de alguns estados à Race to Zero, inciativa que busca angariar compromissos de neutralidade em carbono, o grupo Empresas pelo Clima, organizado pelo Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), entregou uma carta à Sharma para demonstrar o comprometimento do setor privado brasileiro com a redução das emissões.

O grupo reúne os CEOs de mais de 80 grandes companhias, que representam 45% do PIB brasileiro. Sharma ficou empolgado. “Vocês são meus heróis do clima”, afirmou o presidente da COP no encerramento de sua participação.

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A maior COP desde Paris

Sharma recebeu do primeiro-ministro Boris Johnson uma das missões mais importantes de seu governo. Antes cético em relação às mudanças climáticas, Johnson enxerga no evento a grande oportunidade de deixar um legado importante da sua administração, que foi responsável por concluir a saída do Reino Unido da União Europeia, no famoso Brexit.

A oportunidade de deixar uma boa impressão, de fato, é gigantesca. A COP26 está sendo encarada como a conferência climática mais importante desde a de 2012, na França, quando se estabeleceu as bases para a assinatura do Acordo de Paris. Para isso, é preciso que as negociações em torno dos temas que faltam finalizar no acordo, em especial o artigo 6, que trata da criação de um mercado de carbono global, devem ser bem-sucedidas.

Por isso, Sharma, que nasceu na Índia e foi criado na Inglaterra, tem viajado o mundo para se encontrar com líderes políticos, empresariais e membros da comunidade científica e do Terceiro Setor.

Estados aderem à causa climática

Durante o evento, antes de saber que se encontraria com Bolsonaro, Sharma destacou o compromisso feito pelo Brasil de alcançar a neutralidade em carbono até 2050 e disse que espera obter mais informações sobre isso nas conversas reservadas com os membros do governo – o que agora poderá ser perguntado ao próprio presidente.

As tratativas estão mais avançadas, no entanto, com os governos municipais e estaduais. Assinaram o compromisso os governos de Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco e Pará. Também estão no processo de adesão Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná. Esses estados representam 48% das emissões brasileiras e 50% do PIB.

Entre as cidades, fazem parte do compromisso estão as capitais São Paulo, Fortaleza, Curitiba, Salvador e Recife, além de Niterói (RJ), São Leopoldo (RS), Canoas (RS) e Serra Talhada (PE).