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AgroGalaxy desaba 23% em estreia na B3; o que pode explicar a queda

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AgroGalaxy desaba 23% em estreia na B3; o que pode explicar a queda

Depois de uma reviravolta em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), inicialmente planejada para março deste ano, as ações da AgroGalaxy (AGXY3), empresa de insumos agrícolas e serviços voltados ao agronegócio brasileiro, estreram na B3 nesta segunda-feira, 26. Os papéis fecharam em baixa de 22,55%, em 10,65 reais, depois de uma precificação no piso da faixa indicativa, que ia de 13,75 reais a 16,50 reais.

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Em março, a companhia pretendia realizar seu IPO sob os termos da Instrução CVM 400, que envolvia inclusive uma tranche secundária, quando acionistas atuais vendem suas ações, e que poderia movimentar até 1,2 bilhões de reais, considerando o piso da faixa indicativa daquela ocasião, que ia de 15,00 reais a 20,00 reais. No entanto, a operação foi adiada, com a empresa alegando deterioração das condições de mercado.

A oferta foi realizada agora, mas sob os termos da Instrução CVM 476, em que apenas investidores profissionais (aqueles com mais de 10 milhões de reais aplicados) podem participar, e movimentou cerca de 350 milhões de reais, mediante a emissão de 25.454.545 ações ordinárias.

Segundo Danielle Lopes, sócia da Nord Research, olhando sob a ótica dos fundamentos, a casa de análise independente não tinha conforto em recomendar a compra das ações da companhia em março, quando olharam a oferta, e continuam optando por ficar de fora do case. “Mesmo que as ações tenham caído agora e ainda que voltem a subir, seguimos não achando a tese interessante para investimento no longo prazo por fundamentos”, disse.

A analista explica que a empresa tem um modelo de negócios em que financia pequenos e médios produtores, principalmente das culturas de soja e milho, que podem pagar ao longo do tempo com a produção dos grãos. “Não achamos interessante porque a companhia acaba ficando exposta a mudanças climáticas, pragas, entre outros, que consequentemente, podem afetar os pagamentos desses produtores”, comentou.

Ela apontou ainda que, embora o cenário para o agronégocio no país se mostre promissor, o modelo de negócios da empresa tem margens baixas, endividamento elevado e insconsistência dos resultados, o que o fizeram ficar de fora do case. Um gestor de ações que pediu anonimato comentou também que o book da oferta da companhia foi fraco, o que pode ter contribuído para esse desempenho hoje.

Do ramo de insumos agrícolas, a Agrogalaxy espera utilizar até 40% do dinheiro obtido na B3 para aquisições, outros 20% devem ir para a modernização de suas unidades de produção.

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