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Bancários e funcionários dos Correios não terão prioridade para se vacinar em SP e seguirão critério de idade, diz secretaria

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Bancários e funcionários dos Correios não terão prioridade para se vacinar em SP e seguirão critério de idade, diz secretaria


Ministério da Saúde, porém, anunciou inclusão de categorias entre prioritárias na vacinação contra doença. Presidentes de sindicatos indicam que grupos somados reúnem cerca de 600 mil pessoas. Bancários e trabalhadores dos Correios e Telégrafos do DF protestam na frente do Ministério da Saúde por vacinação contra a Covid-19.
TV Globo / Reprodução
O governo de São Paulo não vai incluir bancários e trabalhadores dos Correios como prioritários na vacinação contra a Covid-19 no estado, diferentemente da decisão do Ministério da Saúde que, na terça-feira (6), anunciou a inclusão dessas categorias no programa nacional de imunização. A estimativa é que os dois grupos reúnam quase 600 mil pessoas.
Em nota ao G1, a Secretaria Estadual da Saúde afirmou que ambas as categorias podem se vacinar no estado seguindo os critérios de idade, conforme a faixa etária prevista para vacinação em cada cidade, e também se possuírem comorbidades (doenças preexistentes) previstas no programa nacional como prioridades.
Veja a íntegra da nota da Secretaria da Saúde sobre a inclusão das novas categorias no estado:
“O Governo de SP segue focado na vacinação de toda a população, sendo que até esta quarta-feira (7), o Vacinômetro do Estado de São Paulo registrou mais de 27,3 milhões de doses de vacinas contra COVID-19 aplicadas, posicionando o Estado como o que mais vacina no Brasil em números absolutos. Deste total, são 20,5 milhões de aplicações de primeira dose e 6,3 milhões de segunda dose. Este número representa o total de pessoas que já receberam o esquema vacinal completo e equivale a cerca de 14,6% da população total de SP.
Os trabalhadores dos setores bancário e de correios também podem ser contemplados na campanha conforme cronograma de faixas etárias em andamento ou nas categorias de comorbidades já anunciados pelo Plano Estadual de Imunização (PEI).
O Governo de São Paulo continua trabalhando arduamente no combate à pandemia de COVID-19, estabelecendo protocolos, orientando a sua população e lutando pelo avanço da imunização.”
Ao anunciar a vacinação das duas categorias, o ministro da Saúde disse que a data de vacinação e como essa prioridade seria colocada em prática depende de como estados e cidades, que têm autonomia, irão organizar a convocação do grupo a partir das previsões de doses que serão divulgadas pelo governo federal.
Posicionamento de especialistas e entidades
O G1 entrou em contato com Conass e Conasems, que ainda não se posicionaram sobre a decisão do ministério.
Em entrevista ao G1, a epidemiologista Ethel Maciel discordou da estratégia do governo federal. “Penso que o critério de idade agora seria o mais indicado. A maioria desses trabalhadores já deve ter sido vacinada. Se baixar por idade acaba pegando todo mundo e não cria barreira para aplicar a vacina”, disse Ethel.
VÍDEO: “Seguir vacinação pela idade é o melhor critério”, diz a epidemiologista Ethel Maciel
Segundo a epidemiologista Carla Domingues, que coordenou durante 8 anos o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, os bancários e os funcionários dos Correios realmente “são grupos expostos ao coronavírus”.
“No entanto, ficar incluindo categorias só dificulta a operacionalização da vacinação pois outras atividades ainda ficam de fora. O ideal era continuar seguindo pela idade”, disse.
Ato político no Planalto
O comunicado da inclusão das categorias nos grupos prioritários foi feito pelo ministro Marcelo Queiroga no Palácio do Planalto. Estavam presentes os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, e dos Correios, Floriano Peixoto.
Ribeiro agradeceu a “sensibilização” do governo e disse que mais de 500 mil bancários terão acesso antecipado às vacinas, 90 mil só do Banco do Brasil.
O presidente do Banco do Brasil afirmou que 50% dos bancários estão em home office. Dos outros 250 mil, 153 mil ainda estão aguardando na fila a vacina, conforme Ribeiro.
“Os bancários são essenciais e nunca abandonaram o fronte. É uma vitória não só dos bancários, mas da população em geral, porque com os bancários imunizados, isso vai oferecer mais proteção à população brasileira como um todo”, disse o presidente do BB.
Bancários e trabalhadores dos Correios e Telégrafos do DF protestam na frente do Ministério da Saúde por vacinação contra a Covid-19.
TV Globo / Reprodução
Volta às aulas
Queiroga também afirmou que o governo está trabalhando para que as escolas voltem a ter aulas presenciais normalmente. Mas não detalhou qual o plano do governo federal.
“O governo já está trabalhando com coordenação do ministro Luiz Eduardo Ramos da Casa Civil com o ministro Milton Ribeiro, eu e o ministro-chefe da AGU, André Mendonça, para termos uma portaria interministerial para disciplinar a volta às aulas. Porque não é possível que fique um ano e meio sem aulas para os nossos adolescentes e jovens”, declarou.
Protesto e reunião
Na terça, trabalhadores do sistema bancário e dos Correios protestaram em frente ao Ministério da Saúde. Logo depois, foram recebidos pelo ministro Marcelo Queiroga. Participaram também da reunião os presidentes do BB e da CEF, além do ministro Luiz Eduardo Ramos, da Casa Civil.
De acordo com Kleytton Morais, presidente do sindicato dos bancários, atualmente a categoria reúne 503 mil pessoas. Já a presidente sindicato dos trabalhadores da ECT, Amanda Curcino, diz que são 90 mil os trabalhadores dos Correios no país.
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