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Com ganhos de 3 dígitos, o que mais esperar de Méliuz e Wiz no mercado?

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Com ganhos de 3 dígitos, o que mais esperar de Méliuz e Wiz no mercado?

Com altas entre 114% e 352% somente este ano, contra uma valorização de 5% do Ibovespa no mesmo período, a Méliuz (CASH3), empresa que utiliza a estratégia de cashback, e a Wiz (WIZS3), companhia de distribuição de seguros e serviços financeiros, comentaram sobre seus planos de expansão e impactos em seus negócios com o início do open banking e open insurance no evento online Small Caps Summit, realizado nesta terça-feira, 27.

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Durante o evento, Luciano Valle, diretor de relações com investidores da Méliuz, disse que a companhia, que abriu capital em novembro do ano passado, tem uma agenda para acelerar cada vez mais seus serviços financeiros, principalmente após movimentar 1,16 bilhões de reais este mês em uma oferta secundária de ações (follow-on), com apenas oito meses de seu IPO.

“Pensar na Méliuz como uma empresa apenas de cashback é uma visão muito simplista. Vamos usar toda a capacidade que acabamos atraindo com a aquisição do Acesso Bank [banco digital, adquirido em maio deste ano] para atuarmos como uma conta digital, com pagamentos, PIX e TED, além de termos também a possibilidade de sermos emissores de cartão”, disse.

De acordo com Valle, esses últimos passos capacitam a companhia para atuar como distribuidora de seguros, investimentos e outras linhas de negócios que justamente facilitam a jornada do cliente dentro da Méliuz. “Queremos estar na jornada aspiracional dos nossos usuários. A parte de pagamentos e banking vem como um suporte para atingir aquilo que o nosso cliente deseja”, comentou.

Caminhos de expansão da Wiz

Participou do mesmo painel Heverton Peixoto, CEO da Wiz, que comentou que o mercado de seguros ainda é muito pequeno no Brasil. Segundo ele, esse mercado superou recentemente a linha dos 5% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto em alguns países ultrapassa os 10%.

“O mercado no Brasil ainda é muito voltado ao seguro patrimonial. Há muito espaço para inovar, para o cliente conhecer o produto e também para barateamento de custos”, disse.

Peixoto disse ainda que, embora o fim do acordo com a Caixa Seguridade possa levar a um arrefecimento na expansão da companhia no curto prazo, as expectativas seguem animadoras olhando mais à frente, diante das parcerias anunciadas com importantes instituições financeiras, como o banco Inter e BMG na área de seguros nos últimos anos, assim como na linha de créditos, com Banco do Brasil, Itaú e Santander.

“Temos uma Wiz nascendo e outra estagnada [que encerrou o contrato com a Caixa Seguridade]. Historicamente, temos um crescimento de dois dígitos ano após ano. Com o fim desse contrato com a Caixa Seguridade, devemos dar uma pequena arrefecida (tirando fusões e aquisições), mas ainda apresentar avanço de dois dígitos, porém não tão altos como no passado. Depois, devemos a voltar a crescer mais forte”, comentou.

Segundo Peixoto, a essência da companhia é trabalhar expansões via parcerias, de forma a expandir os canais de distribuição. “Acreditamos muito em alinhamento de interesses através de joint ventures. É aí que vemos a maior capacidade de destravar valor. Existem ecossistemas que estão operando hoje em 5% a 10% do seu potencial quando falamos no mercado de seguros e às vezes até mesmo de créditos”, apontou. De acordo com o executivo, a empresa não tem pressa, mas tem sim discutido oportunidades de fusões e aquisições com alguns players.

Mudanças regulatórias

Na visão de Valle, as mudanças regulatórias, como open banking e open insurance, colocam “o poder da decisão na pessoa certa, no próprio consumidor, que passará a definir como a informação será usada”. “O poder vai ir para o lugar certo [o cliente] e aí vai depender de cada plataforma para deixar o conteúdo mais fácil para que o usuário possa tomar sua decisão. Para o Méliuz, isso vai contribuir muito para expandir nossa atuação nos serviços financeiros e tudo mais que venhamos a fazer”, ressaltou.

Já Peixoto destacou essencialmente as mudanças que o open insurance trará ao negócio de seguros, uma vez que, em suas palavras, esse ramo ainda é muito transacional, com baixo relacionamento com o cliente. “Com exceção das seguradoras de saúde, as demais se afastaram muito do dia a dia dos clientes, deixando um grande espaço relacional”.

“Com o open insurance, o cliente vai poder ter nitidamente a oportunidade de portabilidade, vai poder ser dono de algo que para ele hoje ainda é muito técnico, que ele delega. Isso vai mudar bastante a dinâmica desse negócio. O open insurance é transformacional para esse mercado que ainda é muito transacional e pouco relacional”, comentou Peixoto.

O evento Small Caps Summit acontece entre os dias 27 e 28 de julho e traz, de forma online e gratuita, palestras com executivos de empresas de capital aberto e gestores de ações, todos especialistas nessas empresasa de menor porte no mercado, como encontrar e se expor a essas pequenas notáveis da Bolsa.

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