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De olho em mercado 'mal-atendido', BTG lançará produtos para PMEs

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De olho em mercado 'mal-atendido', BTG lançará produtos para PMEs

Com o diagnóstico de que pequenas e médias empresas (PMEs) ainda são mal-atendidas no país, o BTG Pactual (BPAC11) tem planos para aumentar a sua carteira voltada a esse segmento, disse João Dantas, diretor financeiro do banco, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, 10. O primeiro passo será colocar na rua a conta corrente para PMEs, que já está em fase de testes com alguns clientes.

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“A conta corrente e os serviços bancários ajudam a aumentar muito a visibilidade que você tem sobre a situação dessas empresas, dando uma confiança maior no processo de crédito”, disse Dantas.

Segundo ele, esse é um mercado subatendido no país. “É o segmento mais mal-atendido no mercado financeiro brasileiro, porque as soluções de digitalização foram pensadas em larga escala para a pessoa física.”

Atento à oportunidade, o banco (do mesmo grupo que controla a EXAME) quer aumentar a participação do crédito voltado para PMEs na sua carteira total.

No segundo trimestre, a carteira de crédito PME do banco (BTG+ Business) atingiu 14,1 bilhões de reais, com uma alta de mais de três vezes na comparação com o mesmo período do ano anterior. O montante representou 16% da carteira de crédito total. O portfólio expandido do BTG, que inclui crédito corporativo e para pequenas e médias empresas, atingiu 86,4 bilhões de reais no período, um avanço 51% frente ao mesmo trimestre de 2020.

“Não acho que a tendência seja PME crescer mais do que corporate, mas estamos caminhando na direção de aumentar a participação de PME dentro da nossa crédito total”, comentou. “Esperamos diversificar bastante os produtos oferecidos para pequenas e médias empresas.”

Crescimento acelerado

Questionado sobre a capacidade de o BTG continuar entregando crescimento robusto, Dantas disse enxergar “uma força gravitacional interessante” no negócio do banco.

“Não apenas pela capacidade de distribuição mas também de originar novos produtos. Somos o maior originador e o maior banco de investimentos da América Latina. Isso nos distancia muito da concorrência”, apontou.

“Essas duas coisas farão a diferença no futuro: originação de produtos e qualidade de serviços. Apostamos em atendimento. Não será um robô que irá te dizer qual é o melhor produto. Usamos muita tecnologia, mas também temos muita proximidade com o cliente”, afirmou o executivo.

O BTG encerrou o segundo trimestre com recorde de lucro líquido de 1,72 bilhão de reais e captação líquida recorde de 98 bilhões de reais em recursos.

Efeitos da alta dos juros

Na visão de Dantas, a alta de juros no país já está precificada e não deve alterar tanto o comportamento dos agentes de mercado, principalmente no segmento de pessoa física.

“O investidor tem uma memória de longo prazo. Você não muda o apetite ao risco de um dia para o outro, mas ao longo do tempo. Voltamos a ter juro real positivo, mas ainda muito inferior ao do passado”, comentou.

“Não achamos que vamos ter uma mudança de comportamento do investidor tão relevante pela frente. Estamos vivendo certa estabilidade econômica no país. Temos muitos ruídos, mas não acreditamos que será suficiente para reverter essa tendência de estabilidade econômica”, frisou.

Participações na Eneva e no Banco Pan

Também presente na entrevista coletiva, o diretor de relações com investidores do BTG, José Miguel Vilela, reforçou que o banco não planeja vender sua posição na Eneva (ENEV3). Atualmente, o banco possui 21,5% da empresa de energia é um de seus principais acionistas. 

Segundo Vilela, a companhia passou por uma profunda transformação nos últimos anos e mostrou capacidade de geração de resultados e caixa. “Não é o core business do banco, mas é sempre bom ter um ativo que remunera bem. Não temos nenhuma previsão de vender”, disse Vilela. No ano, as ações da Eneva acumulam alta de 7,7%, contra 2,7% do Ibovespa.

Outro investimento mencionado foi o Banco Pan (BPAN). Segundo Dantas, não há planos para mudar a estrutura de negócios do Pan após o banco ter se tornado o único controlador da instituição financeira em abril, com a compra da fatia que pertencia à Caixa.

“Vamos continuar com as estratégias de negócios independentes. Queremos realmente que o banco continue contando sua história, com o apoio do BTG”, disse.