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Equipes compostas por mulheres são mais diversas. Mas será que são inclusivas?

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Equipes compostas por mulheres são mais diversas. Mas será que são inclusivas?

Hoje cedo, escutei de uma alta executiva que falava sobre diversidade no mercado de trabalho, que diversidade é fácil, você resolve com cota, mas o grande desafio é a inclusão, porque você precisa garantir que todos sejam acolhidos e se sintam bem no ambiente profissional.

Isso me fez refletir muito sobre mulheres que ocupam altos cargos de liderança. Enfim, ela chegou lá, mas esse espaço está preparado para acolhê-la de maneira integral, sem colocar em xeque suas decisões baseadas na sua vivência como mulher numa sociedade patriarcal?

Ano após ano, a gente lê, escuta e participa de eventos na “Semana da Mulher” sobre aquelas que se destacaram no seu mercado de atuação, contando suas trajetórias e seus obstáculos para chegar aonde chegaram.

E, apesar de discursos inspiradores, a evolução ainda acontece de forma morosa. Lentidão que interfere até mesmo no mercado publicitário, em que apenas 10% dos cargos de liderança das agências são ocupados por mulheres, seguidos por 25% dos cargos nas áreas de criação. 

Isso talvez explique o porquê de 58% das mulheres que navegam pelas redes sociais acreditarem que as propagandas não refletem a mulher real e, também, enfatiza a diferença entre diversidade e inclusão. As marcas já se apropriaram do discurso da diversidade, suas campanhas já respondem à cota de incluir grupos étnicos e identitários, mas isso não é suficiente, pois dentro de cada um desses grupos há uma gama enorme de pessoas.

E quando mais da metade das mulheres presentes no ambiente digital está dizendo que não se sente representada, é preciso fazer um exercício interno para entender a necessidade de equipes mais diversas, que facilitem o olhar para campanhas mais completas.

Mulheres são maioria nos meios digitais, têm alto poder de decisão de compra e, vale lembrar, 64% das brasileiras já mudaram seus hábitos de compra por causa das redes sociais, segundo o paper sobre comportamento feminino nas redes sociais, produzido pela equipe de Dados & Insigths da Loures Consultoria.

Ainda assim, elas se veem sem representatividade na publicidade. Esse cenário não deve acender somente um sinal de alerta, mas sim um sinal de urgência na cabeça de quem cria conteúdo.

Aline Medeiros é Head of Qualitative and Knowledge Governance da Loures Consultoria

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