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Pensamentos negativos podem estar relacionados ao risco de demência?

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Pensamentos negativos podem estar relacionados ao risco de demência?


Pesquisadores descobriram associação entre esse tipo de comportamento e a acumulação de proteína beta-amiloide no cérebro Num estudo publicado mês passado na revista “Alzheimer´s & Dementia”, pesquisadores encontraram uma possível ligação entre pensamentos negativos recorrentes e o declínio cognitivo de pessoas acima dos 55 anos. Haveria também uma relação entre esse tipo de comportamento e a acumulação de proteína beta-amiloide no cérebro, associada à Doença de Alzheimer. Agora, os cientistas querem investigar a fundo o potencial danoso do pensamento negativo recorrente e se ferramentas como meditação e mindfulness poderiam reduzir esse risco.
Pensamentos negativos recorrentes: pesquisadores descobriram relação entre esse tipo de comportamento e a acumulação de proteína beta-amiloide no cérebro, associada à Doença de Alzheimer
Hugo Voigt por Pixabay
De acordo com a pesquisadora Natalie Marchant, da University College London, “ansiedade e depressão na meia-idade e na velhice já são consideradas como fatores de risco para demência. No estudo, descobrimos que alguns padrões de pensamento associados à depressão e à ansiedade podem ser uma razão subjacente que leva indivíduos com esse tipo de desordens a serem mais propensas a desenvolver demência”.
O pensamento negativo recorrente envolve contínuas projeções ruins em relação ao futuro e uma ruminação constante do passado, igualmente ligada a sentimentos desagradáveis. A doutora Natalie ressalvou que as evidências não apontam riscos se esse tipo de comportamento é temporário, mas sim quando se manifesta por um longo período de tempo: “esperamos que nossas descobertas possam ser utilizadas para desenvolver estratégias para diminuir tais riscos, ajudando as pessoas a reduzir seus pensamentos negativos”.
O grupo estudado era composto por quase 300 indivíduos, que foram monitorados por um período de dois anos, durante o qual responderam a perguntas sobre como reagiam a experiências negativas. Os participantes ainda eram avaliados em testes para medir sintomas de ansiedade e depressão e parte deles se submeteu a pet scans do cérebro, que buscavam depósitos de proteínas relacionadas ao Alzheimer.
Os pesquisadores descobriram que as pessoas que apresentavam padrões mais significativos de pensamentos negativos recorrentes eram aquelas que experimentavam maior declínio cognitivo num período de quatro anos. Além disso, eram as com maior chance de ter depósitos de proteína beta-amiloide e tau no cérebro. Ansiedade e depressão também estavam associadas ao declínio cognitivo, mas não ao acúmulo dessas proteínas no cérebro, sugerindo que os pensamentos negativos recorrentes poderiam ser a principal razão para o risco aumentado para Alzheimer. Para os estudiosos, esse tipo de comportamento impacta os indicadores de estresse, como o aumento da pressão arterial, resultando em danos ao organismo. O pesquisador Gael Chételat, coautor do trabalho, comentou: “nossos pensamentos têm um impacto biológico em nossa saúde física, tanto positivo como negativo. Práticas de treinamento mental, como a meditação, podem ajudar a promover uma regulação interna”.

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