a
Todos os direitos reservados 2022
Cardoso & Advogados Associados
.
CNPJ 24.723.912/0001-50

9:00 - 18:00

Abrimos de Segunda - Sexta.

(21) 3189-6625

Aguardamos pelo seu contato

Search
Menu

Por que o preço de imóveis está desacelerando em Belo Horizonte

Cardoso Advogados Associados > Covid  > Por que o preço de imóveis está desacelerando em Belo Horizonte

Por que o preço de imóveis está desacelerando em Belo Horizonte

O setor imobiliário de Belo Horizonte enfrenta uma situação atípica: o mercado está aquecido, mas os preços não estão acompanhando. A capital mineira é a única entre as cidades do levantamento da FipeZap para a EXAME que apresenta desaceleração na alta de preços dos imóveis comercializados. Segundo o levantamento, a variação no preço das unidades residenciais perdeu força, passando de uma alta de 4,5% em 2020 para 2,5% nos últimos 12 meses até julho de 2021.

Sabia que a velha poupança bateu recorde na pandemia? É o jeito certo de começar a poupar? Aprenda na EXAME Academy

A explicação passa, segundo especialistas, pela queda da oferta de novos imóveis em BH, que redireciona a demanda para cidades vizinhas. Cássia Ximenes, presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), destaca ainda que a região metropolitana tem atraído demanda corporativa.

“Estamos vendo grandes empresas chegando a Minas Gerais, como Bravo Motor Company, Heineken e Amazon, que estão se instalando ao redor da capital”, diz. A queda na oferta de imóveis em BH, por sua vez, está associada a uma escassez de terrenos, que se torna barreira para lançamentos.

“Como o mercado não consegue atender à demanda, tudo o que é lançado acaba vendido muito rapidamente”, diz Renato Michel, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG). 

Quais são as tendências entre as maiores empresas do Brasil e do mundo? Assine a EXAME e saiba mais.

<span class="hidden">-</span>Arte/Exame

Michel diz que um dos limitadores é o Plano Diretor da cidade, aprovado em 2019. O ponto que mais incomoda as construtoras é o coeficiente 1 de aproveitamento básico. A regra delimita que o tamanho máximo de construção é o próprio tamanho do terreno e cobra uma taxa (outorga onerosa) para que a construtora faça imóveis acima do limite.

“Diferentemente de cidades como São Paulo e Rio, BH tem um território muito pequeno, não tem mais para onde crescer. Quando o coeficiente é 1, o mercado precisa ser muito criativo para continuar se desenvolvendo”, diz.

Representantes do setor, no entanto, dizem acreditar que o mercado continuará aquecido apesar das dificuldades. A expectativa é que o setor imobiliário, mesmo pressionado, continue em tendência de crescimento com novas construções, levando a um maior número de transações, e que isso volte a se refletir nos preços.