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Queiroga critica 'demagogia vacinal' e diz que 'vai faltar dose' se estados não seguirem plano do governo federal

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Queiroga critica 'demagogia vacinal' e diz que 'vai faltar dose' se estados não seguirem plano do governo federal


Ministro da Saúde afirmou que estados precisam seguir público alvo definido pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). Marcelo Queiroga
Adriano Machado/Reuters
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quarta-feira (25) que é preciso defender a “soberania” do Programa Nacional de Imunização (PNI), e alertou que estados e municípios devem seguir as orientações da pasta para definir quais os públicos que devem ser vacinados no atual momento da pandemia de Covid.
Os dois pontos de atrito entre o governo federal e estados está na vacinação de adolescentes, que já começou em algumas capitais apesar de ainda não haver orientação do PNI e do público alvo da dose de reforço.
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“Se cada um quiser criar um regime próprio, o Ministério da Saúde não vai ter condição de entregar doses de vacinas. Se for diferente, vai faltar dose mesmo. Não vale ir para a Justiça (…) juiz não vai assegurar dose que não existe”, disse Queiroga.
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“Se a gente decide que os profissionais de saúde não são prioridade (para a terceira dose), não adianta uma demagogia vacinal dizer que vai aplicar”, disse Queiroga.
Polêmica sobre público alvo do reforço
O alerta do ministro ocorre no mesmo dia em que o governo federal anunciou quais serão os primeiros públicos que devem receber a dose de reforço no país:
idosos com mais de 70 anos que completaram o esquema vacinal há mais de seis meses
pessoas com baixa imunidade (imunossuprimidos) que tomaram a segunda dose há ao menos 28 dias
Após o governo anunciar a faixa etária dos idosos e que indica a vacinação de idosos acima de 70 anos, o estado de São Paulo informou que vai começar o reforço em 6 de setembro em idosos com mais de 60 anos.
Disputa sobre vacinação de adolescentes
Outra polêmica na relação entre governo federal e estados é em relação aos adolescentes. No fim de julho, o Ministério da Saúde definiu que irá vacinar adolescentes de 12 a 17 anos contra Covid-19 depois que toda a população de 18 anos ou mais receber ao menos uma dose de imunizante.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação em adolescentes ocorrerá da seguinte maneira:
o público-alvo será adolescentes de 12 a 17 anos;
os primeiros a serem vacinados serão os adolescentes com comorbidades; na sequência, os demais;
para começar a vacinação, contudo, os estados e municípios precisam terminar de vacinar, com pelo menos uma dose, toda a sua população adulta;
A expectativa do Ministério da Saúde é que a vacinação dos adultos com uma dose termine até a metade de setembro. Entretanto, já há capitais vacinando esse público alvo.

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