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Sensor desenvolvido na USP de São Carlos detecta substâncias no suor e permite monitorar a saúde

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Sensor desenvolvido na USP de São Carlos detecta substâncias no suor e permite monitorar a saúde


Ele também pode ser usado para controle hormonal. Estudo é realizado em parceria com a Unesp, Unicamp, Uniara e com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais. Pesquisadores desenvolvem sensor que detecta substâncias existentes no suor
Um sensor desenvolvido no Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), detecta substâncias presentes no suor e permite o monitoramento de doenças, como a diabetes, além de fazer o controle hormonal.
Com o tamanho menor que a tampa de uma caneta, o sensor pode ser colocado sobre a pele como se fosse um adesivo. Os pesquisadores ainda não começaram os testes em humanos, mas o estudo está avançado.
Funcionamento
O sangue, urina e fezes, que normalmente são utilizados para exames de rotina, pois carregam muitas informações sobre a saúde não são as únicas possibilidades.
A pele, por exemplo, é uma grande interface e o suor pode apresentar muitas informações sobre a situação da saúde.
Pesquisador mostra aderência de sensor desenvolvido na USP de São Carlos
Nilson Porcel/EPTV
O sensor de nanocelulose pode fazer uma leitura da saúde a partir da transpiração, o suor que para muitas pessoas pode ser um incômodo no dia a dia, deve ajudar a dar respostas importantes como os níveis de hormônio femininos. A tecnologia também se mostrou eficaz para medir níveis de ácido úrico e alguns metais.
“Com essa inovação, nós poderemos a partir de agora usar o suor como uma maneira de verificar a saúde do nosso corpo”, explicou o professor do IFSC, Osvaldo Novais de Oliveira Junior.
Outra aplicação possível do sensor é para acompanhar o índice de glicose. A leitura, que hoje em dia, é feita por meio de uma gotinha de sangue tirada do dedo, pode ser medida por meio do suor.
“Primeiro em um diagnóstico que é mais preciso e particularizado para aquele indivíduo e depois a terapia que pode ser individualizada também”, disse o professor.
Professor do IFSC da USP de São Carlos explica importância e inovação do sensor na detecção de doenças pelo suor
Nilson Porcel/EPTV
Inteligência artificial
Existem tecnologias parecidas com essa no mercado, mas até então o material usado era o plástico. Este é diferente, é um polímero 100% natural produzido a partir de bactérias do açúcar.
“A gente consegue obter uma membrana biocompatível com a nossa pele e isso evita reações de alergia, por exemplo, de rejeição da pele com relação ao dispositivo”, disse o pesquisador do IFSC, Paulo Augusto Raymundo Pereira.
Testes
A pesquisa ainda não chegou na fase de testes em humanos, mas o pesquisador aderiu o sensor à pela para mostrar que é aderente, sendo possível colocar até nas dobras do corpo sem sair. Com o uso de cabos, as informações chegam ao computador.
“A inteligência artificial vai ajudar ela vai nos ajudar a combinar várias informações a respeito do nosso estado de saúde, então se o indivíduo é do gênero masculino ou feminino, a idade, a região onde ele mora”, afirmou o pesquisador.
Sensor desenvolvido na USP de São Carlos é feito com polímero 100% natural produzido a partir de bactérias do açúcar.
Nilson Porcel/EPTV
A médica endocrinologista Thais Cotrim avalia como positiva a criação de novas formas de diagnóstico, ainda mais não sendo técnicas invasivas.
“Seria muito interessante não só para detecção, mas para o segmento em tempo real fazendo o paciente entrar em contato com o médico para dar a devida conduta naquele momento de uma forma mais confortável”, disse a médica.
Com a pesquisa, há possibilidade de juntar diagnóstico e terapia ao mesmo tempo. “Ou seja, nós podemos com o mesmo dispositivo fazer o diagnóstico de uma certa condição de saúde e ao mesmo tempo aplicar o remédio que vai resolver aquele problema que foi detectado”, disse o professor.
O estudo é desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de Araraquara (Uniara) e com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e já foi divulgado em um periódico científico internacional.
Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.

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