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Vacina é mais segura do que pegar Covid-19, aponta estudo em Israel que analisou eventos adversos e reações

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Vacina é mais segura do que pegar Covid-19, aponta estudo em Israel que analisou eventos adversos e reações


Infecção está relacionada ao agravamento de doenças para as quais a vacinação não causou qualquer dano, como arritmia, lesão renal aguda, embolia pulmonar, trombose e infarto. Jovem confere seringa com vacina contra a Covid-19 antes da imunização no Distrito Federal
Breno Esaki/Agência Saúde DF
Pessoas que se vacinaram contra a Covid-19 tiveram menos reações e complicações de saúde do que aquelas que foram infectadas pelo novo coronavírus, concluiu um estudo com mais de 2,4 milhões de pessoas em Israel vacinadas com o imunizante da Pfizer/BioNTech.
A pesquisa tinha como objetivo investigar a incidência de efeitos adversos na população vacinada e naqueles que haviam se contaminado com o vírus.
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Publicado no periódico científico New England Journal of Medicine na quarta-feira (25), o estudo revelou que o risco de inflamação no coração, inchaço nos gânglios linfáticos e/ou herpes zoster, tidos como efeitos adversos da vacina, são maiores em caso de infecção por Covid-19.
“Para contextualizar esses riscos, também examinamos os dados de mais de 240 mil pessoas infectadas para estimar os efeitos de uma infecção documentada de SARS-CoV-2 na incidência dos mesmos eventos adversos”, explicam os autores do estudo.
O efeito da Covid-19 se demonstrou muito mais grave, sobretudo, no que se refere à inflamação do coração (miocardite). Enquanto o evento foi observado apenas 2,7 vezes a cada 100 mil pessoas vacinadas, a incidência do aparecimento da doença saltou para 11 casos a cada 100 mil infectados por coronavírus não vacinados.
“Nossos resultados indicam que a infecção por coronavírus é em si um fator de risco muito forte para miocardite e também aumenta substancialmente o risco de vários outros eventos adversos graves”, explicam os pesquisadores.
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A infecção por coronavírus também está relacionado ao agravamento de doenças para as quais a vacinação não causou qualquer dano, como arritmia, lesão renal aguda, embolia pulmonar, trombose e infarto.
Além disso, os pesquisadores também identificaram um potencial efeito protetor da vacina contra anemia e hemorragia intracraniana.
Para chegar a essas conclusões, o grupo acompanhou a incidência de alguns eventos adversos ao longo de um período de 42 dias. Os pesquisadores sugerem que mais pesquisas precisam ser feitas para estimar o potencial de eventos adversos a longo prazo.
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