Ministério Público abre inquérito contra Cemig por possíveis irregularidades da diretoria
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De acordo com o órgão, a diretoria da estatal mineira teria a pretensão de mudar sua sede para São Paulo, com o objetivo de deixar de recolher ICMS aos cofres de Minas Gerais
Divulgação | Cemig
O Ministério Público de Minas Gerais abriu um inquérito civil contra a Cemig para avaliar possíveis irregularidades praticadas pela diretoria da empresa.
De acordo com o Ministério Público, a diretoria da Cemig teria a pretensão de mudar sua sede para o Estado de São Paulo, com o objetivo de deixar de recolher ICMS aos cofres do Estado de Minas Gerais.
Além disso, informou o Ministério Público, a empresa estaria contratando um escritório de advocacia sem licitação, denominado Lefosse, para tratar de “assuntos supostamente escusos”, além de outras irregularidades, com o intuito de facilitar o processo de privatização da empresa pública.
O órgão não forneceu mais detalhes sobre a investigação.
Procurada, a Cemig informou em nota que ainda não foi intimada pelo Ministério Público sobre esse inquérito.
“Também não há planos de mudança da sede da Cemig para São Paulo. A contratação do escritório de advocacia Lefosse foi feita por critério de notória especialização, em um processo de seleção com outros quatro escritórios, sendo que, em relação aos demais escritórios avaliados, o escritório vencedor apresentou a melhor equipe pelo menor preço em relação aos demais escritórios avaliados”, acrescentou a empresa.
Na semana passada, a Cemig afastou gestores da área de suprimentos e logística, após ter recebido uma denúncia do Ministério Público que, segundo a estatal, não tem relação com o inquérito recém instaurado.
“A Cemig esclarece que o afastamento em caráter preventivo do superintendente e de quatro gerentes da Superintendência de Suprimentos e Logística, todos funcionários de carreira da empresa, foi motivado por denúncia recebida pelo Ministério Público, que requisitou informações à companhia. O MPMG decretou sigilo do inquérito. A Cemig, em observância aos rigorosos controles a que está sujeita, investigará as denúncias recebidas e cooperará com o MPMG”, diz a nota.
Para Jefferson Silva, coordenador geral do Sindieletro-MG, sindicato que representa os trabalhadores da indústria energética, o governo do Estado estaria criando um cenário para fortalecer o plano de privatização da Cemig. Um dos passos para isso seria a substituição dos gestores, que são funcionários de carreira, por profissionais do mercado.
“O governo sabe que tem pouco tempo, porque 2022 é ano eleitoral. Deve haver um acirramento em relação à privatização da Cemig”, disse Silva.
A Cemig é controlada pelo governo de Minas Gerais. O governador do Estado, Romeu Zema (Partido Novo), afirmou anteriormente interesse na privatização da Cemig, entre outras estatais.
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