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Informalidade avança, mas não impede desemprego recorde no trimestre até outubro

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Informalidade avança, mas não impede desemprego recorde no trimestre até outubro

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Mercado de trabalho seguiu no período o roteiro já carimbado da pandemia O mercado de trabalho seguiu o roteiro já carimbado da pandemia no mês de outubro. Com mais pessoas voltando a procurar emprego, a taxa de desocupação foi de 14,3% de agosto a outubro, recorde para o período e maior do que o trimestre até julho (13,8%) e também em relação a um ano antes (11,6%).

Apesar do índice elevado, técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) observaram melhora em algumas aberturas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). De agosto a outubro, a população na força de trabalho – aqueles com 14 anos ou mais que trabalhavam ou queriam trabalhar – chegou a 98,4 milhões, alta de 3,4% ante o trimestre até julho.

Jefferson Peixoto/Secom via Fotos Públicas
De modo inverso, o contingente fora da força de trabalho caiu a 77,2 milhões, um recuo de 2,2% na mesma comparação. Foi a primeira queda para um trimestre móvel neste ano, após altas de 7,9% e de 11,3% do indicador. De todo modo, o número de pessoas fora da força de trabalho nos três meses até outubro ainda está 19% acima do registrado em igual período de 2019.

“Não dá para cravar nada porque não se sabe o que vai acontecer em termos de saúde pública. Se não acontecer nada [piora da pandemia], a gente pode entender que há uma recuperação clara, com as pessoas voltando a procurar trabalho e empregos sendo criados. Ainda vai ter mais gente ofertando trabalho que empregadores querendo contratar”, disse Maria Lúcia Vieira, coordenadora do levantamento.
A retomada gradual do mercado de trabalho também puxou para cima a taxa de informalidade, para 38,8% no trimestre móvel terminado em outubro, acima do índice de 37,4% do trimestre até julho – mas ainda longe do pico da série, de 41,3%. Para o diretor adjunto de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, o avanço da informalidade representa um caminho natural de acomodação após o choque da pandemia. Após muitos perderem o emprego ou deixarem de procurar vagas, a volta ao mercado ocorre pela via da informalidade.

Na análise mês a mês, menos utilizada pelo IBGE mas acompanhada pelo mercado, a taxa de desocupação mostrou leve desaceleração, de 14,6% no trimestre até setembro para 14,3% até outubro. “É preciso destacar que essa melhora [de setembro a outubro] se deu com a força de trabalho subindo”, diz Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos. De setembro a outubro, Sanchez destaca que o número de pessoas desocupadas ficou constante em 14,1 milhões, ao passo que força de trabalho avançou de 96,6 milhões para 98,4 milhões. “A força de trabalho subindo, sem reação da desocupação, significa que a alta foi totalmente impulsionada por pessoas ocupadas”, completa.
A visão é semelhante à de Vitor Vidal, economista da XP Investimentos. “Está havendo alguma criação de vagas, mas existe ainda um exército de pessoas que estão fora do mercado de trabalho”, disse Vidal, para quem o descasamento entre a criação de vagas e a volta da força de trabalho tende a aumentar. Para 2021, a expectativa de Vidal é que a desocupação siga em alta e alcance um pico em torno de 16% entre o primeiro e segundo trimestres.
De acordo com o economista da XP, o movimento vai ser puxado pelo fim do auxílio emergencial, que colaborou para que as pessoas não voltassem à força de trabalho e pela esperada volta à normalidade na circulação de pessoas, à medida que os planos de vacinação contra a covid-19 caminhem. “O grande empregador da economia é o setor de serviços, justamente o mais prejudicado pela pandemia. Esse setor depende que as pessoas voltem a consumir”, acrescenta.
Em termos dessasonalizados, a taxa de desemprego mostrou leve baixa de 0,1 ponto percentual, para 14,6%, de setembro a outubro, diz Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para a América Latina do Goldman Sachs. Ainda assim, Ramos destaca que a desocupação teria aumentado significativamente não fosse a queda de 6,1 pontos na participação da força de trabalho, na comparação com um ano antes.
“Além disso, 32,5 milhões de indivíduos são subutilizados (18,5% da população em idade ativa e 33% da força de trabalho economicamente ativa) e 5,8 milhões são desalentados”, acrescenta Ramos.
Já no cálculo de André Muller, economista-chefe da AZ Quest, o desemprego ficou estável em 14,7%, em termos dessazonalizados, na comparação entre os trimestres móveis de setembro e outubro. “Apesar de o resultado ter sido positivo, o nivel do desemprego é artificialmente baixo em função das pessoas que não estão procurando emprego. Se recuperássemos o número de pessoas procurando emprego no mesmo nível do pré-crise, a taxa de desemprego estaria mais próxima de 20%”, diz Muller.

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